A cantora moçambicana, Yolanda Kakana, da Banda Kakana, está aos olhos do país e do mundo, que mesmo em meio a pandemia da COVID-19 não deixa de trabalhar e brilhar.
A dona de uma das melhores vozes femininas do país, falou sobre a sua carreira neste momento da pandemia e da sua participação de uma música Internacional. Acompanhe nas próximas entrelinhas, uma entrevista exclusiva:
Qual é a sensação de participar na música de um dos melhores artistas de Cabo Verde?
Recebi o convite com muita alegria. Para mim é uma honra colaborar com o maestro Kim Alves e principalmente levantar a bandeira Moçambicana.
Como é que o artista em referência chegou até Yolanda Kakana?
O contacto com o Kim Alves foi através do conceituado vocalista dos Tabanka jazz, Micas Cabral, a quem quero agradecer pela confiança.
A banda kakana teve um intercâmbio com várias bandas em Macau, no festival da lusaofonia em 2014, e nessa altura estivemos mais próximos da banda Tabanka jazz, foi onde tive o prazer de conhecer pessoalmente Micas. Há cerca de um mês recebi um telefonema do Micas me convidando para fazer uma colaboração com o seu grande amigo, cabo verdiano Kim Alves, que é músico e compositor.
Já teve algum contacto pessoal com ele, antes dessa música ou apenas se comunicam via Redes Sociais?
R: Nunca tive um contacto pessoal com o Kim Alves nos comunicamos através das redes sociais que aliás vieram revolucionar o cenário da música no mundo. Hoje eu não preciso viajar para os Estados Unidos para gravar uma musica mas é possível fazer um intercâmbio com outros artistas de outros cantos do mundo.
Este convite o que é que significa para si (Yolanda Kakana) como Artista moçambicana?
O reconhecimento do trabalho que temos feito. Como banda, e é gratificante quando percebemos que já começa a fazer-se sentir fora de Moçambique.
Relactivamente a sua nova música, que aliás, ainda não lançou, já tem data marcada para o efeito?
A música “ uma nova flor “ ainda não está finalizada mas já avançou muito é engraçado que neste momento está nas mãos do maestro Kim Alves que se ofereceu para fazer alguns arranjos mistura e masterização.
Durante este período da Pandemia, como é que se reinventou, que actividades fazia ou faz, uma vez que os eventos públicos estão “proibidos”?
Tivemos momentos difíceis, não quero com isso dizer que as coisas voltaram ao normal, mas já tendem a melhorar, Deus não deixa faltar o pão de cada dia. Nos primeiros meses rentabilizamos outro tipo de tarefas como campanhas na área da covid 19 e em parceria com a Associação H2N gravamos algumas músicas com mensagens de prevenção, é desta parceria que surge a música eu uso máscara. Para além da música temos pequenos empreendimentos que ajudam a nos manter o dia a dia.
Sabe-se que Yolanda, actuava muito em alguns restaurantes, agora com COVID-19 ainda continua?
Continuo, cumprindo com todas medidas de prevenção, estamos ao poucos nos adaptando ao novo normal.
Por: José Carlos Maria (Moz Entretenimento)




