Depois da promessa feita durante o lançamento do ‘’Te quero mais” a cantora e compositora Kátia Vanessa honra a sua palavra com o lançamento de mais um hit dedicada às mulheres, num ritmo que faz uma fusão de Kizomba e Zouk.
A nova Musica da Kátia Vanessa é intitulada Supa Woman, que na tradução livre, significa Super Mulher e faz uma radiografia das necessidades actuais associadas ao empoderamento da mulher em todas as facetas.
A música conta com a produção de EllPuto e com participação especial do Rapper moçambicano Hernan da Silva que durante a música deixa ficar algumas barras de encorajamento para que as mulheres possam se destacar na sociedade moçambicana de formas diferentes e lineares para que o seu sucesso possa ser tangível associado a firmeza e segurança.
Para melhor conhecer os detalhes da música Supa Woman a equipa da MODIGI decidiu entrevistar esta cantora que descobriu a sua veia artística durante o processo de formação académica numa das escolas de renome ao nível da cidade de Maputo.
MODIGI – Mais um Hit, agora para enaltecer e encorajar as mulheres a se lançar no mundo. Na Integra como surgiu a ideia desta historia Musical?
Kátia Vanessa (KV) – Risos… Porque senti em mim que uma das minhas missões é enaltecer as mulheres e ajudá-las a encontrar o seu propósito. Sou activista social e a mulher é um dos meus focos.
MODIGI – Não acha que já há um trabalho de empoderamento que responda a questão de lançamento?
KV – Trabalhos de empoderamento existem muitos. Músicas que enaltecem as mulheres também. Mas da Kátia Vanessa não! E penso que cada trabalho vem acrescentar algo novo ao que já existe.
MODIGI – De uma mulher que disse “te quero Mais” e agora encoraja as mulheres a se lançar no mundo sem limites. Não acha que há no fundo alguma decepção a se tentar evitar que a mesma apareça? E Como justifica a projecção dessas duas histórias.
KV – Bemm! Risos… penso que as duas histórias não tem nenhuma relação uma com a outra. Porque a música te quero Mais é uma musica de desejo que espelha uma relação de duas pessoas que se querem para consumar o prazer que ambas nutrem, até porque, Paixão, prazer e desejo são sentimentos positivos e sentimentos que giram o mundo. Tiram de nós sensações e vibrações ao mais alto nível, por isso, não tem como ter uma mulher decepcionada a quer mais um homem. Porém, é preciso frisar que tem como ter uma mulher emponderada que sabe o seu puder e sabe o que quer para afirmar que quer mais um homem.
Muitas mulheres ainda tem esse orgulho, timidez de reduzir os meus valores se mostrar que gosta de homem e é isso que eu e outras mulheres queremos quebrar, mas já transportando para o Supa woman para ter, fazer o que quer e tendo em conta os limites que também tenho.
Mim lembro também da questão que mim colocou acerca do equilíbrio no emponderamento, por isso, temos que tratar de lembrar sempre os homens que o equilíbrio deve ser feito sempre pensando em todos os seres, porém, com mais enfoque nas mulheres porque eles precisam dessa atenção (risos).
MODIGI – Há muito amor envolvido nas suas músicas. Será que precisa de ser mais amada?
KV – Não tem nada a ver com o ser mais amada ou não. O Amor é que faz ou deveria fazer girar o Mundo. Eu sou feita de amor, por mais decepções que possa ter tido. Mas só por me amar em primeiro lugar, já demonstro que tenho também muito a dizer e a cantar sobre o amor.
MODIGI – A titulo de provocação quando fará uma musica emponderando desta vez os Homens?
KV – Risos… Hehehe… fez-me pensar que posso sim fazer, um dia. Está aí uma boa ideia.
MODIGI – Ou acha que os Homens não precisam desse empoderamento?
KV- Os homens precisam também. As mulheres mais, mas tenho percebido que os homens têm-se sentido um pouco de lado com os movimentos que existem hoje no Mundo sobre emponderamento feminino. Tanto que é esse mesmo homem que tem que ser chamado para estar, ao lado da mulher, a lutar por questões de género, como um todo. Hoje fala-se de equilíbrio de género, e defendo também que tal deve existir
MODIGI – Este novo Hit conta com participação do Hernan da Silva. Como surgiu a ideia de convidar este artista?
KV – Aí está uma prova de que os homens também devem estar nessa luta e o tal equilíbrio de que falei. Ao trazer um rapper, homem, que em muitas das suas músicas eleva as mulheres, para mim o Hernâni foi o que mais se destacou.
MODIGI – E como foi fazer o casamento, que julgo ser perfeito, entre a Kizomba e o Hip-Hop?
KV- Foi muito bom e prazeroso. Penso que estou a encontrar um ponto de equilíbrio entre o que sempre gostei de fazer no passado (Hip-hop e RNB) com o que faço agora (kizomba). Gosto e identifico-me muito com o estilo musical Afrobeat.
MODIGI – A música conta com produção de EllPuto. Porquê?
KV – Porque para mim ele tem domínio neste estilo de música e sempre admirei o trabalho dele.
MODIGI – Os nossos leitores gostariam de saber de si quando sairá aproxima EP ou mesmo álbum?
KV – Vou lançar primeiro uma EP, ainda este ano (se Deus quiser).
MODIGI – A terminar, será que o negócio da música é rentável ou é mesmo amor a camisola?
KV – Neste momento para mim está a ser amor à camisola e penso que aqui em Moçambique ainda não é rentável como poderia ser. Tem que estar aliada a outras fontes de rendimento
MODIGI – Caso não seja, o que acha que poderia responder e satisfazer os artistas?
KV – Ter reguladores e legislação que proteja mais o nosso trabalho e que o valorize, aumentando os cachets nos espectáculos, por exemplo, criando mais oportunidades para shows e intercâmbio internacionais. E exportando mais a nossa música digitalmente.
De realçar que Kátia sempre foi uma eterna apaixonada pela arte, no geral. Quando criança, o seu sonho era o de ser cantora, bailarina de danças de salão, escritora e apresentadora, dentre muitas outras coisas. Para além da música, da apresentação e locução, Kátia escreve poemas e crónicas e pretende, um dia, lançar o seu próprio livro. Gosta também de declamar poesias.
Numa outra perspectiva, dedicado parte do seu tempo ao Activismo Social, fazendo parte de associações e movimentos que trabalham em prol do empoderamento da mulher, empreendedorismo cultural e artístico, e em campanhas em prol do seu auto-conhecimento, auto-estima, desenvolvimento pessoal e financeiro, usando vários meios de comunicação.
Por: Gil Gune




