O músico moçambicano Michel do Rosário é vencedor da última edição do Prémio Vibratoques em duas categorias, nomeadamente Melhor Músico Masculino e Melhor Músico Tropical, um reconhecimento atribuído pela activação da música de espera no serviço de subscrição diária da telefonia móvel Vodacom.
O anúncio foi feito recentemente e a atribuição dos prémios aconteceu em locais que os artistas mais se identificavam, não tendo se realizado uma gala – como de praxe – em consequência das medidas de prevenção da Covid-19. Michel do Rosário, por sua vez, preferiu receber as estatuetas na Friends Studio, seu palco de gravação, mas não só: “foi lá onde me projectei e tem servido como uma alavanca para a minha carreira a nível internacional”, reconheceu.
Para do Rosário, ser premiado pelo Vibratoques em duas categorias é uma gratidão muito grande e dá ao artista energia para continuar a trabalhar e, acima de tudo, é um reconhecimento para aquilo que tem sido o seu esforço em brindar os seus seguidores com música de qualidade. O artista não tem dúvida que, sendo a Vodacom uma grande companhia de telefonia móvel em Moçambique e no estrangeiro, esta distinção representa o carinho que o povo moçambicano tem pela sua obra, tendo em conta que a premiação é resultado da activação dos toques de espera.
O artista sente, portanto, que a premiação é sinal de que está a fazer um bom trabalho, mas, mesmo assim, garante melhorias pois está comprometido em desenvolver ainda mais e produzir com cada vez mais com qualidade e expandir o seu trabalho a nível nacional e internacional.
Do Rosário olha para esta premiação como oxigénio que precisava para continuar a trabalhar, ao servir de pretexto para alavancar as suas aspirações e a impulsionar a criatividade, pois reconhece que não foi em vão que as pessoas apostaram nas suas músicas, e pelo facto de ser um serviço pago o artista reconhece a responsabilidade de continuar a auto superar-se.
A nível internacional, o músico não descarta o impacto que esta premiação vai ter na sua carreira, pois é um artista em consolidação no mercado estrangeiro, através de plataformas digitais e através de produtores e instrumentistas que apostam nos projectos do artista. E não só: as rádios e Dj’s nos Palop’s tem sustentando à sua carreira, por isso, do Rosário, vê este prémio como sendo de dimensão internacional, por contemplar todos os actores relevantes na sua carreira fora de portas.
Aliás, este reconhecimento é ao mesmo tempo a valorização da música moçambicana e, a nível internacional, há-de ser, se calhar, o efeito que se esperava para mostrar que o músico Michel do Rosário está no caminho certo e é um dos músicos que está a fazer um trabalho sério.
“Isto, sem dúvida, amplia a minha visibilidade a nível internacional e tenho a certeza que as pessoas e o mundo em geral estão com uma nova postura no que diz respeito à carreira do Michel do Rosário”, acrescenta.
Este ano, faz parte da agenda de Michel do Rosário o lançamento do seu terceiro álbum discográfico, projecto adiado ano passado pelas restrições decorrentes da pandemia. O que foi possível, mesmo para estar próximo do seu público, foi o lançamento de três singles. O artista cogita a mesma solução para este ano, caso as restrições continuem, dado que o álbum teve um alto investimento e com presenças internacionais, por isso merece um lançamento à altura. A nível internacional, é grande preocupação do artista a elevação da música moçambicana para padrões internacionais de modo a garantir reconhecimento noutros mercados: nas rádios e pistas de dança. “Esse é o meu foco, apoiar cada vez mais os artistas a nível de produção e projectá-los para o estrangeiro, pois temos música boa em Moçambique, mas pecamos pela falta de qualidade – na composição e na instrumentalização ao vivo”, concluiu.
Por: Elcídio Bila – Entre Aspas




