O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, em seu comunicado a nação face ao estado de calamidade pública, feito na quarta-feira, dia 16 de fevereiro, autorizou a realização de espetáculos com lotação máxima de quinhentas pessoas em locais fechados e mil pessoas em locais abertos, não excedendo cinquenta por cento da sua capacidade total.
Esta boa nova aparece volvidos cerca de dois anos após o anúncio do primeiro caso da COVID-19 em moçambique que provocou a paralisação de muitos eventos, em particular os que envolviam muita mobilidade social, para poder controlar e mitigar a pandemia viral que assola o mundo.
O sector da cultura foi uma das principais áreas afectadas por esta paralisação, pois, foram proibidas as realizações de vários eventos em particular os musicais, dentre espetáculos, festivais, concertos e mais, tais como Festival Azgo, Festival Marrabenta, More Jazz, Sundown e outros. Eventos estes que movimentam massas e trazem rendimento para camada artística e toda a cadeia de valores das indústrias criativas, estão a mais de dois anos parados.

Só no Festival Azgo “falamos de perdas de uma receita de oito milhões de meticais, cerca de um milhão e quinhentos mil meticais em licenças e impostos para o estado e cerca de 300 empregos” disse Paulo Chibanga, Director Geral da Khuzula, organizadora do Festival Azgo.
As perdas pela paralisação de eventos também afectaram artistas. Estes mostram-se animados com o alívio das medidas, mas ao mesmo tempo apelam pelo respeito continuo das mediadas de prevenção contra COVID-19. “Fico feliz por estarmos a voltar a normalidade, mas nos artistas temos a responsabilidade de continuar a ser educadores. Seria bom que a sociedade não olhasse isso como um tubo de escape para continuar a fazer as cosias más. Podemos ter a abertura, mas os nossos concertos não devem ser de toda noite” disse Roberto Chitsondzo.

“Estou satisfeitíssima e espero que todo mundo contribua para que se melhore cada vez mais. Quer dizer que estamos num bom caminho, já adquirimos novos hábitos e estes novos hábitos poderão melhorar a nossa vida. É um grande passo dado” salientou Xixel langa.

“Acho isso bom! é visto que já chegou a hora. Esta pandemia não vai passar tão já. Temos que nos adaptar a estes vírus e achar uma forma de viver com ele. Não podemos parar de normalizar as coisas. Não podemos parar de viver, de trabalhar, pois a música, as actuações são trabalhos para artistas. Estamos a lutar para normalizar para voltarmos com os shows e as pessoas começarem a aderir, porque muitas pessoas estão com medo de voltar ao normal, mas todos temos que querer que isso aconteça. Contudo devemos usar as medidas de prevenção da COVID-19.” acrescentou Lukie.

Com a autorização do Presidente da República vários eventos musicais de massas poderão ser realizados em 2022 podendo influenciar as várias agendas culturais a nível nacional. De salientar que o novo decreto que teve diversas mudanças em várias áreas terá duração de 60 dias, com efeitos a partir de sábado, do dia 19 de fevereiro.



